terça-feira, 6 de julho de 2010

Vivendo livre




Você pode fazer o que quiser, sair correndo e gritando pelas ruas
Mas no final será que tudo terá valido a pena?
Eu poderia fazer qualquer coisa, voar no oceano ou mergulhar no céu azul
Mas no final será que tudo terá valido a pena?
Abraçar, beijar, transar, criar uma vida ou adotar um momento
Mas no final será que tudo terá valido a pena?
Enquanto eu estiver com você, nada mais me importa
Quando estamos juntos meu mundo é somente você
Esqueço todos os meus problemas
E volto até mesmo a sorrir
Eu poderia descer as cataratas de Foz em um barril ou
acender mais um cigarro
Mas no final, será que tudo terá valido a pena?
Poderia festejar em noites de luar ou tocar uma canção
Mas no final será que tudo terá valido a pena?
A gente escreve as coisas que pensa e nem sempre pensa
em tudo que se escreve
A gente revela segredos já nem tão secretos
A gente sorri com lágrimas nos olhos e mesmo assim achamos graça
A gente trabalha por um pouco de dignidade e no final do dia conseguirmos dormir
Mas no final será que tudo terá valido a pena?
Enquanto eu estiver com você, nada mais me importa
Quando estamos juntos meu mundo é somente você
Esqueço todos os meus problemas
E volto até mesmo a sorrir
No final você sempre pode voltar a fazer coisas idiotas
Coisas que te faziam sorrir, te faziam feliz
Coisas que poderiam parecer sem sentido, o que importa?
Essa vida é sua, o caminho é seu

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Karma




Minha vida é feita de "quases"
Tudo chega ao seu limite por um triz
Nunca chega a ter um final feliz
Nunca chega a ter um final
Fico frustrado com a incapacidade de terminar uma tarefa
De terminar uma ação, de completar-se
Talvez esse seja um dos meus karmas nessa vida
A minha cruz, o meu fardo
Minha linha de raciocínio já não é mais reta
E o meu semblante está mais turvo
É nas vestes do amanhecer que finalmente encontro meu refúgio.
Resolvi parar de fugir
Encarar de frente
Subir de volta a vertente
Hoje eu paro para refletir
De meus atos já não tenho orgulho
De minhas pegadas só restam vestígios
Cada passo daqui para a frente, será, rumo ao amanhã.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A canção


Eu fugi com uma arma
E traí minha desconfiança
Atirei em seus sentimentos
E acertei em cheio
Agora você está nas nuvéns
E eu nas estrelas
Com aquela certeza
De nunca mais ter medo
Viajar no espaço
Procurando a canção
Viajar nas estrelas
Com destino aos céus
Vou levar você pro espaço
E viajar
Na velocidade da luz
Cortando seus fracassos
Pairar sobre as nuvéns
Tocar no infinito
Flutuar dormindo
Pra nunca mais acordar

Humanidade



Ser tratado como um lixo já nem é tão ruim
As pessoas se acostumam com o mundo podre
Envolto em um invólucro de suprimidades
Abaixo da escória, em um mundo que recriarei
Minhas cruzes eu carrego sozinho
É um mundo contra mim...
Pessoas brincam com sentimentos
Um brinquedo estranho para se brincar
O que vejo hoje é conformidade
Medo de não reagir ha uma situação
Navegam em um mar de indecisões
Humanidade

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma nova utopia


Todo mundo espera a perfeição
Todo mundo espera um ser completo
Todos querem um pouco de ilusão
Todos querem um sentimento concreto

Todo mundo espera um pouco mais de mim
Mas poucos acreditam no que crêem em si
Talvez um dia o mundo alcançará
O que ainda nunca foi tocado.

E o vento toca uma outra canção
Casebres uivam o tilintar do frio
Mais uma estrela brilhou no céu
Mais um alguém também vestiu seu véu.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Líquidos


Ela chegou no verão certo;
Com o sabor e a temperatura da ilusão;
Eu sabia que seria difícil desistir de você;
É sempre um desprazer me desfazer de coisas que eu quase gosto;
Você vê o que se passa, mas não sente o que realmente é;
Isso, no fundo, me deixava louco;
Com o tempo aprendi que nem tudo que se gosta,
é aquilo que você pode ter para si;
Gotas de orvalho semeiam uma nova nação;
Meus momentos inspirados, lembrando aquela velha canção;
Já foi o tempo em que eu ouvia os que me escutavam;
Já se foi a época de voltar atrás;
Nem tudo pode ser modelado a meu modo;
Nem tudo pode ser modelado...
Sinto o cheiro de um novo espírito!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Susto de um surto


Dormindo entre os mortos
Componho o requiem para minha morte
Descarregado de culpa, somente soberbos...
Fantasmas de um outro terror
Um operário viajante...
Uma viagem operante
Odeio os sentimentos que me fazem sentir
Uma nova oportunidade de escarrar declarado
Das coisas que sei fazer, a melhor: reclamar
Ninguém é obrigado a se satisfazer com comodismo
Todos morrem sozinhos
Carregam suas próprias cruzes
E no final esperam pelo menos um sorriso.