segunda-feira, 28 de março de 2011

Meu eu




Com o tempo você vai perceber
Que eu adoro me drogar e beber
Mas um dia você vai acreditar
Que nada disso que eu faço é pra te prejudicar
Mas se eu descobrir, que me atingindo, eu faça alguém sofrer
Pode ter certeza, isso irá acontecer
Dois alvos com um mesmo tiro,
Desse jeito que eu prefiro.

terça-feira, 15 de março de 2011

Fatos




Todos observavam seu sofrimento, enquanto seu coração explodia
A sombra de sua ações para sempre o perseguiam e perseguiram
Consigo, somente o peso de suas atitudes e o arrependimento
Restos de uma vida deixada ao abandono
Tudo agora era turvo e sem cor
Não havia mais um porque...
Desesperança coagulada entupindo sua cabeça.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fantasia




Quando você voltar estarei longe
Sempre serei seu brinquedinho
Sempre estarei disponível para você
Um sonho, uma lembrança, uma mancha
Gotículas de vida no ar
Hoje ainda vejo um pouco do que quis acreditar
Toco as mesmas notas, com as mesmas batidas
Mas o ritmo está diferente
Nossa frequência está em outra melodia
No show desta noite
Somente lua e estrelas
Eu e você, abraços, carícias e beijos
Esta noite corpos como um só

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dia de sempre




Fim de tarde...
Um dia de verão
Chuva, tristeza e Radiohead
Pensamentos vagos, dispersos
Falta de vontade
Gritando em silêncio outra vez
Sinto um peso enorme
Cheiro de perca
Um vazio...
Que se prolonga por anos
Eu já sei como você é
Sei que te quero muito
Eu vi minha alma saindo de meu corpo
Senti a bala atravessando meu cérebro
E acordei aqui, novamente...
Mais uma vez preso.
Construí uma sepultura
A que eu habito
Lágrimas secas
Sobre meu corpo morto

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mais um episódio




Nas entrelinhas de minha vida
Sofro de coração aberto
Hoje não gostaria nem de escutar
Minha própria voz
To cansado de entrar e sair de vidas
De conhecer pessoas e interagir
Meu mundo está em outro lugar
De volta para a luz
De onde me afastei
De onde nunca estive
Falsa moralidade envolta em pele
O que mais odeio é forçar meu sorriso
Vou pedir ao barqueiro para efetuar
...a minha travessia

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O lado sombrio de uma esperança





A história de sua vida nem sempre é tão empolgante para os outros o quanto ela é para você. Sou ridículo por achar que os outros são ridículos. Passo pela vida em um refrão de simplicidade. Todos travam a eterna luta, de como passar o tempo, esperando pela morte, um descanso. Sempre tive o dom de estragar tudo, nunca consegui disfarçar minhas decepções. Passou o tempo em que eu achava que todos eram deuses, descobri que tudo tem seu fim, que tudo, um dia acaba. Valorizo as pessoas que tenho, me recordo das que partiram. Tudo segue seu rumo, como num leito de um rio... Quero deixar marcas de minha passagem por este mundo, como as cicatrizes em minha pele. Cubro-me com o manto negro da noite, e pessoas brincando ao redor de um parque. Universos paralelos e contos de fadas, dentro de minha mente. Já nem me lembro quando deixei de acreditar em felicidade. Lapsos momentâneos me levam há uma outra época, onde inocência e imaginação ainda estavam presentes. Quando perdi a fé neste mundo, quando percebi que todos vivem sozinhos, carregam suas cruzes, e, no final, esperam suas recompensas. Como posso alcançar a perfeição quando vejo que tudo que acreditei por um tempo e tudo que aprendi é baseado em mentiras? Tive todas as paredes de meus sonhos destruídas, hoje, me agarro em falsas esperanças. Desconverso minha tristeza. Desabafo comigo mesmo, sempre tive ouvidos, mas nunca fui ouvido. Um coração pode destruir uma vida. O lado sombrio de uma esperança...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Negritos




O eterno brilho da escuridão
Vago em pensamentos vagos
No túmulo das almas
Num deserto de exclamações
Flores em minha sepultura
Troco de roupa todos os dias
Para que nem todos sejam iguais
Minha cabeça ferve
Aquecimento global
Sombra de um passado distante
O despertar de uma nova lembrança
Superfícies desgastadas pelo tempo
O melhor lugar para estar
É na solidão de minha companhia.