sexta-feira, 24 de maio de 2013

...voam como o vento

Queria sair daqui para nunca mais voltar
Entrar em meu mundo imaginário e viver minhas fantasias
Mas meus sonhos são incolores, insípidos e inodoros
Minhas vitórias sempre tem gosto de derrota
Hoje vi pássaros cantando e eles me pareciam felizes
Quem disse que somos os donos do mundo?
Tive um encontro com meus problemas
Sempre estão comigo
Acho que sem eles nada teria graça
E tudo perderia seu valor
Hoje sou quem sou graças as dificuldades
E me sinto mais forte que ontem...

sábado, 4 de maio de 2013

Ela Fala Com Os Arco-íris - Ronnie Spector


Ela é uma menininha perdida em seu mundinho particular
Ela aparenta estar feliz mas parece tão triste
Ah ah oh yea oh oh oh yea
Ela é uma menininha perdida em seu mundinho particular
Eu quero ajuda-la, quero tentar
Ah ah oh yea oh oh oh yea

Ela fala com pássaros, ela fala com anjos,
Ela fala com árvores, ela fala com abelhas
Ela não fala comigo
Fala com os arco-iris e com os mares
Ela fala com as árvores
Ela não fala comigo
Não fala comigo

Você sabe que ela me deixa louco
Você sabe que ela me enlouquece
Você sabe que ela me deixa louco
Você sabe que ela me enlouquece

Ela fala com pássaros, ela fala com anjos,
Ela fala com árvores, ela fala com abelhas
Ela não fala comigo
Fala com os arco-iris e com os mares
Ela fala com as árvores
Ela não fala comigo

Ela é uma menininha perdida em seu mundinho particular
Ela aparenta estar feliz mas parece tão triste
Ah ah oh yea oh oh oh yea
Ela é uma menininha perdida em seu mundinho particular
Eu quero ajuda-la, quero tentar
Ah ah oh yea oh oh oh yea

Ela fala com pássaros, ela fala com anjos
Ela fala com árvores, ela fala com abelhas
Ela não fala comigo
Fala com os arco-iris e com os mares
Ela fala com as árvores
Ela não fala comigo
Não fala comigo
Não fala comigo
Não fala comigo
Ela não fala comigo
Não fala comigo

quinta-feira, 2 de maio de 2013

jantinha de fim de noite

joguei fora minha vontade de colorir paisagens e desenhar corações
e aos poucos eu fui perdendo a vontade de achar ou deixar as coisas bonitas
fazer parte de momentos alegres é sempre mais fácil
eu uso óculos escuros para que as pessoas não vejam meus olhos
meus braços deviam ter quilômetros pra poder abraçar o mundo
sabe que hora que sou feliz? quando estou dormindo e as vezes nem assim.
quando você tirou essa foto?
como foi que você sorriu?
e você é mais linda que uma bela canção...
seu mistério
seu cheiro
sua alma a me sussurrar...

terça-feira, 30 de abril de 2013

escadas

e onde andaram as grandes pessoas, não de tamanho, mas gigantes na humanidade?
os bons espíritos? as boas energias? tudo que eu afasto de mim, sou como a erva daninha, sufoco, sou como uma rosa envenenada, posso parecer lhe agradar, mas só vou lhe fazer mal, não porque eu queira, mas porque em minha essência é o que sou, tive minha inocência e minha bondade roubada ainda na infância, hoje tudo que eu vejo é turvo, escuro, sem cor...joguei fora minha vontade de colorir paisagens e desenhar corações. como sorrir sinceramente com a alma suja? levo comigo as cicatrizes do destino e as espadas quebradas de tantas batalhas...alguém já percebeu o quanto dói deixar uma lágrima ir embora?

do lado de dentro do cesto




O caos me deixa feliz e a psicodelia de minha mente me atrai, como o efeito entorpecente de um doce, o timbre sonoro da guitarra, que clama pela calma da alma, a janela da liberdade, que eu encontro em cada nota, cada acorde, as várias faces da emoção, passado, presente, futuro, títulos, palavras, rótulos, sombras sem formas, lembranças vazias. O sabor do álcool, que seduz e conduz, com algo que não condiz, não preciso de argumentos, faço sempre meus momentos. Energia que contamina, contagia, na distância de todas as estrelas que não consegui alcançar, na triste saudade de alguém, de algo, alguma coisa... Assim, meio sem nexo, sem algum sentido, sentidos alterados, um sonho vivo. Até que a morte nos separe. Que a poesia siga correndo em minhas veias e a sede pela música continue. Nascemos para sermos selvagens, livres, sem bandeiras, sem credos, sem cabrestos. E a dúvida do que encontrar pela frente é que me motiva a continuar. O lado sombrio de histórias infantis, o escuro dos becos, o manto negro da noite. Cantigas de roda, na calçada. Paz.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Entrevero

Mais um dia para se inventar
Mais um dia para se reciclar
Mais um dia, entre tantos outros
Que a chuva traga magia
Que os ventos acariciem minha sombra
E os pássaros toquem a nossa canção

O sol sempre volta a brilhar
Todo os dias chegam ao seu fim
Todo momento, tem o seu momento, por um momento
Revoada de lembranças e desejos

Tão perto e tão longe
Tão difícil e tão fácil
Ecos de meu passado assombram minha alma
Um lamento, uma ternura
Breve querer

Cigarras cantantes em tardes ensolaradas de verão
Cheiro de flores no ar
Sede de sentimento
E mais uma estrela caiu na atmosfera

Dentro de mim eu quero paz e não a guerra.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Peso de papel


e de repente meu corpo cansado
ansioso aguarda seu abraço eterno
que seu manto escuro me cubra a visão
esse é meu desejo
te encontrar, vestida de preto
hoje é tão difícil achar onde
descansar a alma, encontrar paz
tão difícil confiar em alguém
e, de repente, meu corpo cansado
busca alívio, procura paz
o ontem já passou e o amanhã é incerteza
a vida muda, e as coisas acontecem
nem sempre como nossa vontade queria
e eu não consigo fugir de mim
sempre estou onde vou...
ontem a noite eu te vi
e percebi que nem as estrelas são infinitas
mas é perca de tempo conta-las
não me alimento de esperanças mortas
noites bohemias aliviam meu pesar
brisa suave que toca meu rosto